Stanley Milgram, Hannah Arendt e a Banalidade do Mal
Stanley Milgram (1933-1984), um psicólogo experimental americano da Universidade de Yale, conduziu uma série de experimentos sobre conformismo e obediência à autoridade.
Inicialmente, Milgram tinha como objetivo compreender os crimes bárbaros do Nazismo. Mas conforme seu experimento, foi-se percebendo que uma pessoa tem uma tendência a obedecer uma ordem mesmo que esta esteja em conflito com sua própria consciência moral, mesmo sabendo conscientemente que o ato é errado moralmente, independentemente de lei vigente. Algumas cenas do filme "Experimenter", 2015, incomodam por nos fazer refletir sobre o quanto somos influenciados socialmente mesmo em decisões simples como, por exemplo, olhar para o céu, apenas repetindo uma ação do coletivo, ainda que sem razão aparente.
O filme foi feito a partir da experiência de Milgram que foi publicada com o nome de “Obediência a Autoridade”, uma viagem que nos leva ao conhecimento de Hannah Arendt (1906-1975) filósofa política alemã de origem judaica, uma das mais influentes do século XX, que aprofundou o conceito de “Banalidade do Mal” no livro “Eichmann em Jerusalém”, que também tem como tema o Nazismo. A história pode ser conferida no filme “Hannah Arendt”, 2012.
E no nosso cotidiano? Até que ponto nos guiamos por nós mesmos ou seguimos a ideia de outra pessoa ou grupo?
Descrição das imagens: Experimenter, The Stanley Milgram Story, com o título na cor vermelha. Foto com os atores, em um laboratório em tons da cor azul, Peter Sarsgaard e Winona Ryder. Embaixo da publicação a foto do filme Hannah Arendt com a atriz Barbara Sukowa sentada junto a uma máquina de datilografar, tendo ao fundo a bandeira nazista.


Comentários
Postar um comentário
Comentários ofensivos serão excluídos.