Preconceito*
Preconceito é uma postura ou ideia pré-concebida, uma atitude de alienação a tudo aquilo que foge dos padrões de uma sociedade. Pode ser: racial, sexual, religioso, político, cultural, intelectual, socioeconômico, contra pessoas com sobrepeso, fumantes, e outros.
A sociedade na qual vivemos é apenas uma entre muitas em um mundo onde a diversidade é real. O que pode ser considerado “normal” em uma sociedade ou cultura, também pode ser considerado “anormal” em outra.
Dentro de uma mesma cultura, temos diversas formas de ser, pensar, agir, viver. Cada um tem sua história, suas percepções, seus aprendizados, seus costumes e mesmo sua estrutura genética. É preciso começar a nos percebermos de um ponto de vista diferente daquilo que é imposto a nós. Se a não aceitação, seja a sua ou a do outro, vem antes do conhecimento, a questão exige reflexão...
O ser humano tem medo, receio, desconfiança, principalmente do que lhe é desconhecido. Limitados pela referência que temos em nós mesmos e aquilo que nos é conhecido, não somos espontâneos diante do que é diferente de nós, com o intuito de “autopreservação”. Como é mais fácil de ser observado, tendemos a nos basear pelas aparências. Talvez por essa razão, nos decepcionamos quando somos guiados apenas por essa questão.
Quando começamos a nos basear nas informações que realmente importam, como valores pessoais e de caráter, por exemplo, aumentam nossas chances de sermos felizes, pois não ansiamos somente aquilo que pode ser visto através de uma imagem e passamos a enxergar “além” o que torna mais difícil a idealização e o engano.
Mas por qual razão existem os preconceitos? Alguns podem justificá-los defendendo que, por exemplo, comprovadamente o cigarro e a obesidade podem fazer mal à saúde, que o menos a fortunado não teve acesso à educação e por isso tem menos capacidade, e outras opiniões. A questão é: até que ponto a sociedade está realmente preocupada com isso? Bastaria então que cada um fizesse sua escolha e pronto. Mas na verdade, isso ocorre porque o grupo estigmatizado sofre por ser a minoria.
Participar de jogos online, jogar vídeo game ou mesmo usar a internet em excesso também pode ser prejudicial ao ser humano: para sua visão, postura e desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial de crianças e adolescentes. Por que isso é mais aceitável se pode ser tão prejudicial quanto outros modos de vida? Porque esse grupo faz parte, hoje, da maioria, ou seja é “normal”.
A partir deste ponto de vista, podemos perceber que qualquer tipo de preconceito é, portanto irracional.
O mais importante é que você se conheça verdadeiramente e entenda a sociedade na qual vive e, para isso, pode-se levar uma vida inteira. Aquele que ainda está limitado pela sua própria imagem e semelhança e tem medo do diferente, pode estar se privando de muitas possibilidades.
Sua vida é única. Saber que carregamos em nós a beleza em sermos diferentes... Faz toda diferença. Sendo assim, aproveite sua vida, curta, chore, sorria, pule de alegria, viva. Sinta-se diferentemente perfeito. Porque é assim que nós somos.
A beleza do ser humano está justamente nas diferenças. E somos diferentes porque somos humanos.
Referência: GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4ª Edição. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
*Este texto foi escrito quando estava no segundo ano da faculdade, quando ainda não era psicóloga.
A sociedade na qual vivemos é apenas uma entre muitas em um mundo onde a diversidade é real. O que pode ser considerado “normal” em uma sociedade ou cultura, também pode ser considerado “anormal” em outra.
Dentro de uma mesma cultura, temos diversas formas de ser, pensar, agir, viver. Cada um tem sua história, suas percepções, seus aprendizados, seus costumes e mesmo sua estrutura genética. É preciso começar a nos percebermos de um ponto de vista diferente daquilo que é imposto a nós. Se a não aceitação, seja a sua ou a do outro, vem antes do conhecimento, a questão exige reflexão...
O ser humano tem medo, receio, desconfiança, principalmente do que lhe é desconhecido. Limitados pela referência que temos em nós mesmos e aquilo que nos é conhecido, não somos espontâneos diante do que é diferente de nós, com o intuito de “autopreservação”. Como é mais fácil de ser observado, tendemos a nos basear pelas aparências. Talvez por essa razão, nos decepcionamos quando somos guiados apenas por essa questão.
Quando começamos a nos basear nas informações que realmente importam, como valores pessoais e de caráter, por exemplo, aumentam nossas chances de sermos felizes, pois não ansiamos somente aquilo que pode ser visto através de uma imagem e passamos a enxergar “além” o que torna mais difícil a idealização e o engano.
Mas por qual razão existem os preconceitos? Alguns podem justificá-los defendendo que, por exemplo, comprovadamente o cigarro e a obesidade podem fazer mal à saúde, que o menos a fortunado não teve acesso à educação e por isso tem menos capacidade, e outras opiniões. A questão é: até que ponto a sociedade está realmente preocupada com isso? Bastaria então que cada um fizesse sua escolha e pronto. Mas na verdade, isso ocorre porque o grupo estigmatizado sofre por ser a minoria.
Participar de jogos online, jogar vídeo game ou mesmo usar a internet em excesso também pode ser prejudicial ao ser humano: para sua visão, postura e desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial de crianças e adolescentes. Por que isso é mais aceitável se pode ser tão prejudicial quanto outros modos de vida? Porque esse grupo faz parte, hoje, da maioria, ou seja é “normal”.
A partir deste ponto de vista, podemos perceber que qualquer tipo de preconceito é, portanto irracional.
O mais importante é que você se conheça verdadeiramente e entenda a sociedade na qual vive e, para isso, pode-se levar uma vida inteira. Aquele que ainda está limitado pela sua própria imagem e semelhança e tem medo do diferente, pode estar se privando de muitas possibilidades.
Sua vida é única. Saber que carregamos em nós a beleza em sermos diferentes... Faz toda diferença. Sendo assim, aproveite sua vida, curta, chore, sorria, pule de alegria, viva. Sinta-se diferentemente perfeito. Porque é assim que nós somos.
A beleza do ser humano está justamente nas diferenças. E somos diferentes porque somos humanos.
Referência: GOFFMAN, Erving. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. 4ª Edição. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
*Este texto foi escrito quando estava no segundo ano da faculdade, quando ainda não era psicóloga.
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